Música sagrada

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A música é transmitida por meio do corpo de Hernán. Um amigo que nos demonstrou que a música é tudo. Cada momento é uma surpresa ao lado dele. Sempre aparece com um instrumento musical novo ou diferente dos comuns.
Estar ao lado dele é uma experiência sensorial de imersão musical.
Conheçam a história dele!

Por Hernán Suárez

A música, bendita companheira da minha viagem desde que comecei essa aventura de já quase um ano pela América do Sul. Posso dizer que graças a ela encontrei e conheci muita coisa dentro de mim, fazendo florescer dia a dia a minha criatividade, mina paixão pelo que faço, que para algumas pessoas não é uma forma viável de vida.

Tocar na rua passando por colaborações da pessoas que passam, que as vezes olhar diferente, de olho baixo, sem parra ao menos um minuto para escutar o que estamos tocando. Sinto-me às vezes como fantasma.

Outras vezes, no entanto, posso ver o olhar das pessoas que sentem a música, muitas delas são crianças com olhares calmos e de gratidão. Com essas pessoas geralmente temos ótimas conversas, troca de boas aprendizagens que cada um tem a oferecer.

No nosso mundo também estão os outros músicos, de todo tipo, muitas vezes nos somamos a improvisações, gerando lindos ambientes de conexão, que ainda nunca tenha visto nessa vida, ao começar a tocar é possível entender perfeitamente a linguagem, não importa o país, raça, crença, cultura…

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Pode-se encontrar muitas “hermosas” pessoas na rua e isso é o mais importante de tudo. A gratidão: conectar-se com outras pessoas, entender a raiz de quem somos.

Meu companheiro dessa viagem é o Sattva Drum (http://www.sattvainstruments.com), um tambor melódico pouco conhecido ainda que a maioria dos países que eu visitei, notei que o que gera nas pessoas ao escutá-lo é fantástico. Me agradeceram de mil maneiras diferentes e isso preenche mais que qualquer moeda.

Em viagem pela América do Sul, junto comigo foi mudando de afinações. Afinava e desafinava, voltava a afinar, mas em outra frequência, coisas que no começo me irritavam um pouco, mas que depois aprendia ver como algo inevitável.

Algo mais que eu tinha que aprender. Assim, fui me moldando nele e fazendo sonar bem, mas nenhuma nota estava em sua escala original. Isso me ensinou mais: ritmos, transes, gerar climas diferentes, realmente me deixar levar por sua harmônica, e por que não por suas dissonâncias, criar ordem e caos ao mesmo instante?!

Fui de viagem com a ideia de melhorar, descobrir e sentir a musica, e posso dizer que a poucos meses de voltar a Argentina, muitas coisas mudaram em mim e em meu instrumento musical em diferentes aspectos.

Me sinto música! É um dos idiomas da alma, da salvação e a isso seguirei dedicando toda a minha vida. A doar e conhecer o poder salvador que existe na música, nossas intenções ao expressá-las, e o importante da improvisação e de nos comunicar com nossos instrumentos.

Obrigado música bendita, obrigado universo, obrigado a cada uma das pessoas que encontrei e seguirei encontrando e me conectando nessa eterna viagem chamada vida.


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