Roteiro X Tempo X Grana

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A não ser que você tenha se jogado no mundão, sem tempo limite e fazendo da sua vida uma grande viagem, definir um roteiro para nortear a trip pode ser interessante para guiar suas direções. Para, também, ajudar a buscar informações que convirjam com seus interesses, sobre os picos, as culturas, as atividades, as histórias, a gastronomia ou o que mais lhe interessar.

1 – O roteiro

A não ser que você tenha se jogado no mundão, sem tempo limite e fazendo da sua vida uma grande viagem, definir um roteiro para nortear a trip pode ser interessante para guiar suas direções. Para, também, ajudar a buscar informações que convirjam com seus interesses, sobre os picos, as culturas, as atividades, as histórias, a gastronomia ou o que mais lhe interessar.

Esse é o exemplo do nosso roteiro. Na imagem ele está de forma genérica e macro. Para algumas coisas, buscamos informações mais detalhadas como, por exemplo, o Ushuaia (Fim do Mundo), já que é um pico que nosso coração pede para conhecer e, para outros lugares, traçamos somente a direção:

 mapa america latina Roteiro X Tempo X Grana

Necessariamente, não vamos percorrer todos e exatamente esses lugares. Poderemos cortar uns e adicionar outros destinos de acordo com o que iremos descobrindo durante o percurso, com o nosso tempo e, também, com a nossa grana. O roteiro acima seria algo ideal, mas é completamente flexível, adaptável e nos ajudará a saber em qual direção colocar nossos pés.

Dicas ao pé da letra:

Rabisque seu roteiro de acordo com seu interesse (inicio, destinos, fim), comece de uma maneira geograficamente possível, já pensando no seu tempo e no seu bolso. Depois explore algumas atividades que seu coração pede para viver e, então, comece a fase de adaptação e de ajustes a sua realidade.

Em seguida, deixe a fase prática trazer todas as emoções que essa experiência traz à tona!
Viaje fazendo seu roteiro, descubra o que você pode explorar pelo caminho e coloque o pé na estrada!
Fora as pesquisas sobre as informações de cada lugar, duas ferramentas que ajudam muito a desenhar um roteiro são:
- Google maps
- Scribble maps (para desenhar mapas)​

2 – O Tempo

Começamos com nosso amigo, Albert Einstein:

“O tempo é relativo e não pode ser medido exatamente do mesmo modo e por toda a parte.”

Rsrsrs…

Pois é, cada um dispõe do seu tempo para viajar e para fazer suas atividades e usa do seu jeito.

Existem pessoas que curtem viajar mais tempo por vários lugares e conhecer as coisas o mais rápido possível, outras já têm um tempo curto e conhecem um único lugar. Há aquelas, porém, que têm o tempo curto e, mesmo assim, voam por infinitos destinos, e outras encontram um equilíbrio entre o tempo disponível e seus interesses em cada parada…e existem infinitos outros jeitos de mochilar.

Geralmente, as pessoas que dispõe de mais tempo para percorrer seu roteiro deixam se levar pela onda mágica da imprevisibilidade e acabam explorando lugares inesperados e não planejados.

Já viajantes “flashpackers” (rapaziada que viaja em férias com tempo determinado), têm o tempo mais limitado e, geralmente, têm interesse em conhecer alguns lugares específicos. Planejam o rolê para cumprir com um roteiro mais detalhado, e, eventualmente, desviam o percurso para desbravar algo inesperado.

Bem, nós teremos, mais ou menos, uns 330 dias para percorrer o território Sul Americano, ou seja, para tudo o que gostaríamos de conhecer não é muito tempo, mas também não é pouco. Nos permite certa flexibilidade para explorar as possibilidades do nosso roteiro.

Dicas ao pé da letra:

As dicas a seguir são relativas e completamente adaptáveis.

Para descanso e/ou aprofundamento na cultura local: 4 a 5 noites no mínimo.

Para conhecer um lugar percorrendo algumas atividades e seguir viagem: 1 a 2 noites no mínimo.

Para uma atividade específica que um destino oferece ou uma rodada geral superficial: 1 noite pode ser o suficiente para que conheça o destino nos dois períodos (matutino e noturno)

Uma parada estratégica, por exemplo, é passar em uma cidade que oferece possibilidades de transporte para diversos destinos, geralmente é o tempo de um lanche até que saia o próximo veículo!

*Lembre-se: se você consegue descansar viajando, pegar um transporte a noite pode poupar tempo e dinheiro, dependendo da sua próxima atividade.

3 -A grana

O dinheiro é outra questão muito relativa ao bolso de cada um e ao gosto de como cada um realiza um mochilão. Sendo uma grande variável!

Existem mil e um jeitos e maneiras de dormir, comer, curtir e se locomover. Hosteis mais badalados, comidas típicas mais sofisticadas, baladas e baladas para todos os gostos, todos os tipos de atividades turísticas e desde andar a pé/pegar carona, até ir de avião!

Um mochileiro que saiu de férias para viajar, provavelmente, tem uma condição financeira favorável à intensidade que vai querer curtir a trip. Ele não terá muito tempo. Investirá em mais praticidade, entretenimento e soluções mais rápidas para desfrutar de todas as emoções que a experiência pode proporcionar.

Nós, por exemplo, temos um montante inicial de, mais ou menos, $ 8,00/dia para cada um, já incluindo o transporte, lembrando que temos as passagens para Buenos Aires já compradas para o dia 02/05/2013 e de lá iniciaremos a empreitada! Sim, parece loucura, mas…

Mas, como dissemos, o $$ é relativo; vamos tentar a famosa carona e, quando necessário, trabalhar por um prato de comida e uma noite de descanso. Queremos, também, conseguir trabalho, pelo menos, em dois momentos da viagem, na temporada de inverno e na temporada de verão. Isso já ajudará bastante a se capitalizar para seguir em frente.

Normalmente, uma das principais dúvidas do viajante é: “qual é a melhor taxa de câmbio e como devo levar a grana”?
Cada caso é um caso. Em cada país existe uma opção que é a melhor e/ou mais segura. Dependendo do país que você vai, às vezes, é melhor trocar o dinheiro no Brasil; às vezes levar o real ou sacar no caixa eletrônico do destino e trocar diretamente em uma casa de câmbio; as vezes a diferença é tão pequena que dá para pagar quase tudo direto no cartão.

Por isso, recomendamos consultar seu banco sobre as tarifas cobradas e acompanhar nossos posts sobre cada país/destino, em que vamos abordar caso a caso.

Bora ver o que nos espera!

Dicas ao pé da letra

Como planejar os gastos: Dólares/Dia de viagem

De acordo com a pesquisa realizada por http://turismobackpacker.com:

Acomodação X Alimentação X Turismo:
- 58,31% dos mochileiros gastam entre: $ 51,00 e $ 100,00/dia na da América do Norte, na Europa, na Oceania e no Japão.
- 65,19% dos mochileiros gastam entre: $ 26,00 e $ 80,00/dia na América Latina, na África, na Ásia e no Oriente Médio
- 59,37% dos mochileiros gastam entre: R$ 50,00 e R$ 100,00 /dia no Brasil
* Esses valores não incluem os transportes de destino para destino.

​Como levar o dinheiro

Dinheiro de plástico
- Visa Travel Money (VTM) é uma ferramenta muito utilizada pelos viajantes. Agências de câmbio e bancos oferecem esse cartão. Claro que cada um tem suas vantagens e cobra suas taxas pelos serviços oferecidos!

* O carregamento do cartão, feito por meio de depósitos ou transferências, deve ser feito antes da utilização e em uma das moedas oferecidas pela instituição financeira (dólar, euro, libra, peso argentino, dólar canadense, entre outras). Não existe o cartão em todas as moedas. Dependendo da moeda, deve ser analisado junto à empresa, que comercializa este tipo de cartão, para saber qual é a melhor opção oferecida em cada caso.

* O IOF do VTM é de 0,38%, cobrado na aquisição da moeda e a cada recarga. Existem também taxas na hora do saque, o que varia de acordo com a instituição em que o cartão foi comprado.

* Por segurança, é interessante NÃO viajar com todo o montante no VTM, e sim fazer os depósitos/transferências aos poucos.

- Cartão de Crédito Internacional: habilitando seu cartão de crédito internacional você consegue utilizá-lo em diversos estabelecimentos e até realizar saques. Importante verificar a validade do cartão internacional. Há casos de pessoas que tiveram que contatar o seu banco durante a viagem, pois a função internacional foi desabilitada, por estar fora da validade.

*Informe-se com seu banco para saber mais sobre as taxas de cada serviço. A função crédito tem 6,38% de IOF e os saques feitos pelo débito, incide apenas 0,38% de IOF. Vale ressaltar que o limite de débito é inferior ao limite do crédito e que cada banco tem uma tarifa para o saque.

Observação: Normalmente, em todos os caixas eletrônicos que possuem a bandeira Cirrus e Plus podem ser feitos saques pelo cartão internacional Visa e Mastercard.

Dinheiro de papel
- Dinheiro efetivo: levar o dinheiro em uma doleira, ou esconderijo qualquer, pode ser uma solução. Esse caso é aconselhável para viagens mais curtas ou com poucos destinos, nas quais as chances de qualquer má eventualidade diminuam.

*Para Américas e outros lugares (com exceção da Europa que gira com o Euro), geralmente, leva-se dólares americanos para trocar pela moeda local.​

*Importante ter um plano B. É sempre bom levar dinheiro em mais de uma das opções citadas. Em caso de perda ou roubo, essa outra opção pode te salvar em uma situação chata!​

Para mais informações sobre a grana: www.brasil.gov.br/sobre/turismo/transacoes-comerciais/cartoes-internacionais

Informações úteis para o planejamento:
- http://turismobackpacker.com
- http://www.mochileiros.com

- http://www.mochileirodasmaravilhas.com.br
- http://www.ajanelalaranja.com
- http://www.viajenaviagem.com
- Entre outros