Em solo Inca. Uma terra fértil e sagrada – Valle Sagrado parte 2

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Nossa primeira parada nesse paraíso foi nas Ruínas de Pisac. Um lugar poderoso e grandioso onde está localizado o maior cemitério pré-colombiano do mundo. Mais de 400 múmias foram encontradas nessa montanha sagrada.

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Pisac

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Do alto da montanha

Caminhamos pelas ruínas, até a “casa do astrônomo” no topo de uma das montanhas e de lá admiramos e sentimos um pouco da energia daquele lugar especial.

Ah! Uma das coisas que nos surpreendeu e nos deixou muito feliz foi que o Luíz e a Wania chegaram até lá em cima com a gente! Estamos falando de um lugar com seus 3.500m de altitude… foi muito legal!

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Lá em cima do Pisac

E para descer todo santo ajuda, né…

Já quase na metade do dia, fomos para Urubamba para almoçar. Um povoado cercado por grandes montanhas.

Em quanto muitos entraram no restaurante para comer, procuramos uma pracinha que serviu para o nosso piquenique.

É sempre bom fazer uma refeição a céu aberto, observando o movimento e os costumes da cidade.

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Piquenique com a família

De barriga cheia, seguimos para o segundo sítio arqueológico, as Ruínas de Ollantaytambo. E aí nos demos conta, que esses Incas eram malucos mesmo!

A grandiosidade das pedras, os lugares onde elas estavam e o posicionamento de cada uma é uma coisa louca. Em topos de montanhas, alinhadas com o sol e as estrelas para saber as datas para comemorar o Ano Novo e começar a semear suas culturas agrícolas.

O calendário Inca começa no dia 21 de junho. Das Ruínas de Ollantaytambo é possível observar na montanha da frente, bem no topo, o perfil do que eles chamavam “cara do Inca” e pelos olhos dessa face, todos os dias 21 de junho no solstício, passa um feixe de luz e ilumina o Templo do Sol, em um ponto específico que significa a fertilidade para começar a semear as plantações.

O Templo do Sol possui seis rochas enormes com o desenho da cruz andina e sete pontos onde estavam as cabeças dos pumas (destruídas pelos espanhóis). Essas cabeças estão posicionadas na mesma posição em que a constelação de Orion aparece nessa data do ano novo.

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Ollantaytambo

A única coisa que não podemos deixar de comentar foi que a superlotação do lugar nos incomodou um pouco. Era muita gente pelos caminhos e vias, causando até um transito de pessoas e não permitindo muito a contemplação daquele lugar lindo.

Com o sol caindo e algumas gotas de chuva, também, afinal de outubro a abril é época de chuvas por aqui, seguimos para o último sítio arqueológico do passeio, o templo de Chinchero.

Chinchero é um pequeno povoado do Valle Sagrado onde as ruínas Incas já quase não existem mais, pois os espanhóis no processo de colonização destruíram quase tudo.

O interessante desse lugar é que a igreja espanhola foi construída em cima de um templo Inca, utilizando parte da estrutura das grandes rochas. E como os espanhóis mandavam e os Incas construíam, eles deixaram muitos traços de suas culturas nos detalhes da igreja.

Não há fotos nem vídeos do interior do templo, pois é proibido obter essas imagens.

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Praça de Chinchero

Descendo as ruazinhas do povoado, entramos em um lugar onde se fabricam produtos com a lã da lhama e da alpaca.

O mais interessante é que todo o processo, desde a lavagem da lã, até sua coloração e confecção das peças é com elementos naturais e manuais.

As cores que eles obtém são de plantas, folhas, raízes e sementes. Um processo de química ancestral e mágico!

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Tintura em péle de lhama

Já de noite e debaixo de chuva, compramos um milho e voltamos rumo a capital Inca, Cusco.

Um dia cheio de cultura, de história do nosso continente sulamericano e de um povo que tinha um conhecimento e uma conexão com o nosso planeta, a qual nossa sociedade contemporânea já não consegue vivenciar. Massacrados e extinguidos pela colonização dos espanhóis, os Incas nos deixaram muita coisa para explorar e, por que não, muitas reflexões a fazer.


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