Iruya, Argentina – pouco tempo, porém intenso

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Iruya visto desde o outro lado da ponte

Chegamos a Iruya no finalzinho da tarde. Sem saber onde ficar, encostamos nossas mochilas nos bancos da praça da igreja (centro), onde fomos recebidos por uma alucinante badalada dos sinos. Não parava mais!

Com uma meia volta pelo povoado encontramos um alojamento. Gabriela e sua filhinha foram quem nos abriram as portas. Uma família muito humilde e simpática.

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Povoado de Iruya

Descemos para buscar algo para comer e sentir a “onda” da cidadezinha perdida em meio ao cânion. E ficamos sabendo que chegamos no dia de uma das comemorações religiosas do povoado.

Caminhamos um pouco, uns 20 minutos, e vimos que estava tudo fechado. Nesse tempo, conhecemos quase todo o povoado, pois é bem “chiquitito”. Curiosos para ver esse acontecimento, sentamos na praça para esperar o evento da noite.

Bem, começou normal, escutamos toda a missa para a padroeira da cidade; a Virgem de Rosário. Em seguida, o povo foi saindo da igreja com várias imagens para uma rápida procissão pelas ruazinhas do vilarejo. Quando voltaram para a pracinha, foi onde as coisas começaram a “endoidar”…

(As fotos do evento não estão muito boas, pois estávamos apenas com o celular)

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Procissão em homenagem a Virgem do Rosário

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Representação dos Cachis

Iruya era povoada índios da região, com seus costumes e crenças. Com a chegada dos espanhóis e a colonização, o catolicismo e a catequização foram impostos aos moradores do pequeno povoado (como em todas as Américas). Mas o que acontece hoje, no povoado, é uma mistura dessas crenças e religiões.

A festa representa esse momento e essa mistura. Os Cachis (grupo folclórico) dançaram e encenaram, acendendo uma fogueira no centro da praça em uma linda contemplação a lua cheia que nascia de trás daquelas imensas montanhas coloridas da Quebrada de Humauaca. Uma coisa de louco e muito envolvente!

“Pô! Conseguiram aflorar várias sensações em mim: alegria, medo, graça, estranhes, doidera, né?!” – Ivan, sem saber se ria ou chorava.

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Enfim, a festa terminou em um lindo concurso de Tamal, uma comida típica feita pelas senhoras da região (tipo uma pamonha com carne).

Dia seguinte, além de dormir umas 15 horas seguidas, saímos para caminhar pelo vilarejo e arredores (é isso que há para fazer e isso que é lindo de se fazer!).

Fomos até o Cerro da Cruz, mirante do povoado. Uns 20 minutos de caminhada subindo, mas bem tranquilo! E lá em cima, uma vista de tirar o fôlego.

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Cerro de la Cruz

Descemos, fizemos amizade com dois burros que caminhavam pela rua (burros mesmo, tipo do Shrek), conhecemos um casal de senhores portenhos que estavam visitando o lugar, os quais até ofereceram a net do celular para darmos sinal de vida para a família (aceitamos, para não matar os velhos do coração!).

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Nós com o burro

Seguimos caminhando até a parte mais baixa do vilarejo, uma segunda pracinha, onde os moradores confraternizavam o Dia das Mães na Argentina, com jogos e brincadeiras. Uma experiência inesquecível. Aquela gente simples, cada sorriso, cada expressão…os olhos de quem viveu uma dura e linda vida.

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Mãe e filho em um domingo na praça

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Volei na praça

Saindo da pracinha está o caminho que leva a San Isidro. Caminhamos uns 20 minutos por aí para ver como seguia e voltamos. A caminhada até o próximo povoado pode levar exaustivas 3 horas, mas com certeza, com um visual mágico! Parecia estarmos em outro planeta.

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Quebrada

E para esperar o por do sol tranquilamente, atravessamos a ponte do povoado, que leva ao outro lado do vale (tipo um outro bairro) e nos sentamos para relaxar! Claro, sempre em boa companhia…

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Nossa fiel companhia

No dia seguinte, pegamos um ônibus às 6 horas da matina! Um bom descanso para seguir viagem.


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